Seminar 17 September - Virginia Varallo, Ellem Alves, Odenira Corrêa Dias Three presentations by students currently on a study visit

Date

Thursday September 17, 2026

Ecología política transfeminista:body-territory and reproduction

Virginia Varallo

La investigación propone el concepto de ecología política transfeminista para hacer visible una convergencia teórica y política que se ha desarrollado entre la ecología política feminista, los feminismos materialistas, las perspectivas decoloniales y posthumanas y los movimientos transfeministas. A partir de esta convergencia, el trabajo pone en relación conceptos como cuerpo-territorio, transcorporeidad y reproducción de la vida, para repensar las relaciones entre cuerpos, territorios y crisis socioecológica. La investigación explora además cómo estas conexiones, elaboradas a nivel teórico, se expresan en las prácticas de colectivos ecotransfeministas en Italia.

Territórios em disputa: agronegócio do arroz, conflitos socioambientais e reexistências quilombolas no Arquipélago do Marajó, Amazônia Brasileira

Ellem Alves

O estudo busca compreender como comunidades quilombolas do Arquipélago do Marajó, na Amazônia Brasileira, vivenciam as transformações em seu território diante do avanço do agronegócio do arroz e como se expressam em práticas de reexistências na defesa de seus modos de vida. Com uma abordagem qualitativa, a investigação mobiliza conceitos como desenvolvimentismo, conflitos socioambientais e territorialidades para conectar a teoria com as vivências de comunidades tradicionais quilombolas que tem lidado com uma reordenação socioterritorial manifestada por cercamentos, invasões de terras e desmatamento ilegal. Diante disso, os quilombolas têm expressado suas lutas e resistências por meio de formação de redes de mobilização, organização social e estratégias coletivas.

Disputas pelo Rio Tocantins: gramáticas da resistência ribeirinha frente à ampliação da Hidrovia Araguaia-Tocantins

Odenira Corrêa Dias

A pesquisa busca analisar como as comunidades ribeirinhas de Cametá, estado do Pará, mobilizam gramáticas da resistência frente ao projeto de ampliação da Hidrovia Araguaia-Tocantins e aos diferentes projetos de território que se confrontam em torno do rio Tocantins. O projeto de ampliação desta hidrovia é uma das principais obras de infraestrutura de transporte do Estado brasileiro, defendido em nome do crescimento econômico e do desenvolvimento da região amazônica e do país. No entanto, para tornar o rio navegável, estão previstas intervenções como o derrocamento de rochas e a dragagem de centenas de quilômetros do Rio Tocantins, com potencial de causar uma série de danos ao ecossistema local e a vida de populações que vivem nas margens do Rio e que dependem deste para suas existências, é então a partir dessas ameaças que surge resistências contrárias ao projeto. Para atendermos ao objetivo, busco inicialmente traçar um quadro conceitual articulando as principais lentes teóricas que norteiam a pesquisa, sendo estas, o neoextrativismo, colonialismo interno e conflitos socioambientais, articulando posteriormente com as gramáticas de resistência mobilizadaspara defender o Rio, o território, e enfrentar e problematizar a implementação da HAT.